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New Research Questions a Textbook Theory of How Insect Societies Evolve

Nova pesquisa questiona teoria de livro-texto sobre a evolução das sociedades de insetos

Texto 016 · Fonte: SciTechDaily / Arizona State University (adaptado)

New Research Questions a Textbook Theory of How Insect Societies Evolve

Nova pesquisa questiona teoria de livro-texto sobre a evolução das sociedades de insetos

Fonte: SciTechDaily / Arizona State University (adaptado) · 14 ago. 2026
📌 Pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona (ASU) analisaram quase 69 mil espécies de insetos e concluíram que a haplodiploidia — sistema genético em que fêmeas têm dois conjuntos de cromossomos e machos apenas um — não explica sozinha por que formigas, abelhas e vespas desenvolveram sociedades complexas (eusocialidade). Tema recorrente em prova: biologia evolutiva e divulgação científica. Do ponto de vista gramatical, o texto reúne oração reduzida de particípio passado com valor passivo (known as, published in), pronome relativo antecedido de preposição (in which), estrutura comparativa (more closely related... than) e discurso direto em citação.

Inside an ant colony, queens reproduce while workers care for young and maintain a society built around shared labor. For more than six decades, evolutionary biologists have debated whether this extraordinary arrangement, known as eusociality, arose partly because ants, bees, and wasps share an unusual system of genetic inheritance. Research from Arizona State University now challenges the idea that this genetic system can explain the pattern on its own.

Dentro de uma colônia de formigas, as rainhas se reproduzem enquanto as operárias cuidam dos filhotes e mantêm uma sociedade construída em torno do trabalho compartilhado. Por mais de seis décadas, biólogos evolutivos debateram se esse arranjo extraordinário, conhecido como eusocialidade, surgiu em parte porque formigas, abelhas e vespas compartilham um sistema incomum de herança genética. Uma pesquisa da Universidade Estadual do Arizona agora questiona a ideia de que esse sistema genético consiga, sozinho, explicar esse padrão.

The study, published in Current Biology, examined haplodiploidy, in which females carry two sets of chromosomes while males carry only one. Eusociality initially appeared to evolve more often among insects with this system, but nearly the entire association came from one evolutionary branch: the aculeate Hymenoptera, which includes ants, bees, and stinging wasps.

O estudo, publicado na revista Current Biology, examinou a haplodiploidia, sistema no qual as fêmeas carregam dois conjuntos de cromossomos, enquanto os machos carregam apenas um. A princípio, a eusocialidade parecia evoluir com mais frequência entre insetos com esse sistema, mas quase toda essa associação vinha de um único ramo evolutivo: os Hymenoptera aculeados, grupo que inclui formigas, abelhas e vespas com ferrão.

Across insects as a whole, haplodiploidy did not independently predict whether eusociality evolved. The results instead suggest that complex insect societies repeatedly emerged because of traits associated with particular lineages, rather than chromosome inheritance alone.

Considerando os insetos como um todo, a haplodiploidia não previu, de forma independente, se a eusocialidade evoluiria ou não. Os resultados sugerem, em vez disso, que sociedades complexas de insetos surgiram repetidamente por causa de características associadas a linhagens específicas, e não apenas pela herança cromossômica.

"When we formally tested it, we found there is no real association between the genetic determination system and eusociality," said Sachin Suresh, a PhD student at Arizona State University and lead author of the study. "It has more to do with environmental factors and the life-history traits of insects." The findings shift attention toward other characteristics — such as stingers, specialized nesting behaviors, and environmental conditions — that may have helped cooperative societies evolve repeatedly among ants, bees, and wasps.

"Quando testamos isso formalmente, descobrimos que não há uma associação real entre o sistema de determinação genética e a eusocialidade", afirmou Sachin Suresh, doutorando na Universidade Estadual do Arizona e autor principal do estudo. "Isso tem mais a ver com fatores ambientais e com características do ciclo de vida dos insetos." As descobertas deslocam a atenção para outras características — como ferrões, comportamentos de nidificação especializados e condições ambientais — que podem ter ajudado sociedades cooperativas a evoluir repetidamente entre formigas, abelhas e vespas.

📝 Questão comentada sobre este texto

Com base no texto acima, julgue as afirmações abaixo em VERDADEIRO (V) ou FALSO (F):

  • 1. De acordo com o texto, a pesquisa da Universidade Estadual do Arizona confirma que a haplodiploidia, isoladamente, é suficiente para explicar por que a eusocialidade evoluiu em formigas, abelhas e vespas. (interpretação)
  • 2. Em “this extraordinary arrangement, known as eusociality”, a expressão “known as” constitui uma oração reduzida de particípio passado, equivalente a “which is known as”, com valor de voz passiva. (gramática)
  • 3. Segundo o texto, praticamente toda a associação inicial entre haplodiploidia e eusocialidade decorreu de um único ramo evolutivo, o dos Hymenoptera aculeados, que reúne formigas, abelhas e vespas com ferrão. (interpretação)
  • 4. Em “haplodiploidy, in which females carry two sets of chromosomes while males carry only one”, o pronome relativo “which”, precedido da preposição “in”, retoma “haplodiploidy” e introduz uma oração adjetiva que descreve esse sistema genético. (gramática)
  • 5. Em “there is no real association between the genetic determination system and eusociality”, a estrutura “there is” está flexionada no plural porque concorda com o núcleo “systems”, sujeito real da oração. (gramática)

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

  • A) V  –  V  –  V  –  F  –  V
  • B) F  –  F  –  V  –  V  –  F
  • C) F  –  V  –  V  –  V  –  F
  • D) V  –  F  –  F  –  V  –  V
  • E) F  –  V  –  F  –  F  –  V
Ver gabarito comentado (clique para expandir)
Resposta: alternativa C — F · V · V · V · F
Afirmação 1F (interpretação). O texto afirma exatamente o contrário: a pesquisa "now challenges the idea that this genetic system can explain the pattern on its own" (questiona a ideia de que esse sistema genético consiga, sozinho, explicar o padrão), e mais adiante confirma que "haplodiploidy did not independently predict whether eusociality evolved" (a haplodiploidia não previu, de forma independente, se a eusocialidade evoluiria). Ou seja, o estudo desafia — não confirma — a suficiência da explicação genética isolada.
Afirmação 2V (gramática). "Known" é o particípio passado de "to know", e "known as eusociality" é uma oração reduzida que substitui uma oração adjetiva completa: "this arrangement, which is known as eusociality". Como o sujeito da oração plena (o próprio "arrangement") seria o alvo da ação de "conhecer" (algo é conhecido por alguém), a construção tem valor passivo — recurso comum em textos jornalísticos para condensar informação sem repetir sujeito e verbo "to be".
Afirmação 3V (interpretação). Confirmado literalmente pelo texto: "nearly the entire association came from one evolutionary branch: the aculeate Hymenoptera, which includes ants, bees, and stinging wasps" (quase toda essa associação vinha de um único ramo evolutivo: os Hymenoptera aculeados, grupo que inclui formigas, abelhas e vespas com ferrão).
Afirmação 4V (gramática). Em "haplodiploidy, in which females carry...", a preposição "in" antecede o pronome relativo "which", que retoma o substantivo "haplodiploidy" (o sistema genético) e introduz uma oração adjetiva explicativa, descrevendo como esse sistema funciona — equivalente a "a system in which/where females carry...". Estrutura típica de inglês formal, em que a preposição é deslocada para antes do pronome relativo em vez de ficar solta ao final da oração ("...that females carry two sets of chromosomes in").
Afirmação 5F (gramática). Pegadinha de concordância. Em "there is no real association", o verbo "is" concorda com o sujeito real da oração, que é "no real association" (substantivo singular "association"), e não com "system", que também é singular ("the genetic determination system"). Não há, no trecho citado, nenhum substantivo plural chamado "systems" com o qual o verbo pudesse concordar — a afirmação inventa um sujeito que não existe no texto. Se o sujeito fosse plural (ex.: "there are no real associations"), o verbo seria "are".