Urge regular las armas autónomas antes de que puedan decidir a quién matar
É urgente regular as armas autônomas antes que elas possam decidir quem matar
El Secretario General de la ONU, António Guterres, y la presidenta del Comité Internacional de la Cruz Roja, Mirjana Spoljaric, pidieron este martes a los Estados que den el paso que llevan años discutiendo: comenzar a negociar reglas jurídicamente vinculantes para establecer prohibiciones y restricciones claras sobre los sistemas de armas autónomas. Ambos señalaron noviembre como un momento decisivo, ya que la Séptima Conferencia de Examen de la Convención sobre Ciertas Armas Convencionales ofrece la vía más clara para que los países acuerden iniciar formalmente esas negociaciones.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, pediram nesta terça-feira aos Estados que deem o passo que há anos discutem: começar a negociar regras juridicamente vinculantes para estabelecer proibições e restrições claras sobre os sistemas de armas autônomas. Ambos apontaram novembro como um momento decisivo, já que a 7ª Conferência de Revisão da Convenção sobre Certas Armas Convencionais oferece o caminho mais claro para que os países concordem em iniciar formalmente essas negociações.
"Hoy renovamos este llamamiento con una urgencia aún mayor. Las preocupaciones fundamentales no han cambiado, pero los riesgos se han intensificado. Estamos peligrosamente cerca de cruzar una línea roja moral: que las máquinas seleccionen de forma autónoma a seres humanos como objetivos", señalan en una declaración conjunta. La preocupación central es cuánto control conservarán las personas sobre el uso de la fuerza a medida que las armas adquieren mayores niveles de autonomía, en momentos en que las tecnologías avanzadas empleadas en los campos de batalla ya están aumentando los riesgos para los civiles.
"Hoje renovamos este apelo com urgência ainda maior. As preocupações fundamentais não mudaram, mas os riscos se intensificaram. Estamos perigosamente perto de cruzar uma linha vermelha moral: que as máquinas selecionem de forma autônoma seres humanos como alvos", afirmam em uma declaração conjunta. A preocupação central é quanto controle as pessoas manterão sobre o uso da força à medida que as armas adquirem maiores níveis de autonomia, em um momento em que as tecnologias avançadas empregadas nos campos de batalha já estão aumentando os riscos para os civis.
Una mayor autonomía plantea además una cuestión esencial en cualquier conflicto: quién responde cuando se comete un error o se viola el derecho internacional. El llamamiento advierte que, sin prohibiciones y restricciones claras, podría ser cada vez más difícil establecer responsabilidades por errores o infracciones, y podrían erosionarse las protecciones que garantiza el derecho internacional humanitario. Según Guterres y Spoljaric, la carrera hacia sistemas con mayores niveles de autonomía ya está en marcha, y la propia comunidad tecnológica ha comenzado a advertir sobre los riesgos: "Cuando los arquitectos de esta tecnología están pidiendo límites, los Estados no pueden permitirse permanecer pasivos".
Uma maior autonomia levanta ainda uma questão essencial em qualquer conflito: quem responde quando se comete um erro ou se viola o direito internacional. O apelo adverte que, sem proibições e restrições claras, poderia se tornar cada vez mais difícil estabelecer responsabilidades por erros ou infrações, e as proteções garantidas pelo direito internacional humanitário poderiam se corroer. Segundo Guterres e Spoljaric, a corrida rumo a sistemas com maiores níveis de autonomia já está em andamento, e a própria comunidade tecnológica começou a alertar sobre os riscos: "Quando os arquitetos dessa tecnologia estão pedindo limites, os Estados não podem se dar ao luxo de permanecer passivos".
Los Estados llevan años discutiendo estas armas tanto en la Asamblea General de la ONU como en un grupo de expertos gubernamentales de la Convención sobre Ciertas Armas Convencionales. Para Guterres y Spoljaric, ese trabajo ya ofrece una base para negociar un instrumento jurídicamente vinculante, y la Conferencia prevista para noviembre es la oportunidad para que los Estados decidan dar ese paso. "Las generaciones futuras preguntarán si los líderes actuaron cuando todavía existía la posibilidad de establecer límites antes de que estas armas proliferaran fuera de control", señalan. "El camino está claro. La necesidad es urgente. La innovación debe servir a la humanidad, no ponerla en peligro".
Os Estados discutem essas armas há anos, tanto na Assembleia Geral da ONU quanto em um grupo de especialistas governamentais da Convenção sobre Certas Armas Convencionais. Para Guterres e Spoljaric, esse trabalho já oferece uma base para negociar um instrumento juridicamente vinculante, e a Conferência prevista para novembro é a oportunidade para que os Estados decidam dar esse passo. "As gerações futuras vão perguntar se os líderes agiram quando ainda existia a possibilidade de estabelecer limites antes que essas armas proliferassem fora de controle", afirmam. "O caminho está claro. A necessidade é urgente. A inovação deve servir à humanidade, não colocá-la em perigo".